sábado, 22 de maio de 2010

BENZODIAZEPINAS

Apresentação

As benzodiazepinas são psicofármacos com efeitos depressores. São produzidas por síntese química e podem assumir a forma de comprimidos, cápsulas ou, menos frequentemente, a de ampolas ou supositórios. Costumam ser conhecidas pelos nomes dos seus fabricantes, como por exemplo valium, rohipnol, buprex, mandrax, artane, etc. A via de administração mais habitual é a oral, sendo que a intravenosa é também comum.

São utilizadas com fins terapêuticos no tratamento da ansiedade e insónias.

Facilitam a acção do ácido gamma-aminobutírico (GABA) sobre os seus receptores. O GABA é um neurotransmissor inibidor em quase todos os núcleos do Sistema Nervoso Central. Tem efeitos a nível ansiolítico, relaxante, anti-convulsivo ou hipnótico. Abranda as mensagens de e para o cérebro, incluindo as respostas físicas, mentais e emocionais.

Origem

Em 1955, Sternbach fez a síntese da primeira benzodiazepina, mas só mais tarde, em 1957, é que Kendall descobre o efeito tranquilizante do oxidoclorodiazepam. A partir desta altura foi sintetizado um grande número de substâncias semelhantes - diazepam (Valium), o flunitrazepam (Rophynol), o oxazepam (Serenal) e o lorazepam (Temesta) -, sendo que os compostos incluídos nesta família ultrapassam já os 2000. Destes, apenas 35 são utilizados com fins terapêuticos no tratamento de ansiedade e insónias.

Tornaram-se os fármacos mais receitados para estes problemas a partir dos anos 60, tendo vindo a substituir os barbitúricos devido à sua maior segurança e menores efeitos secundários. Actualmente, constituem o grupo de fármacos mais receitado em todo o mundo.

Efeitos

Os seus efeitos ansiolíticos, provocam no indivíduo um estado de relaxamento muscular, sonolência, alívio da tensão e ansiedade, cansaço e letargia que podem ser acompanhados por desinibição, loquacidade, excitação, agressividade, linguagem afectada, sentimentos de isolamento ou depressão.

Doses elevadas poderão provocar náuseas, aturdimento, confusão, diminuição da coordenação psicomotora, sono, sedação excessiva, perdas de memória, lentificação do pensamento ou instabilidade emocional.

Riscos

Quando combinadas com o álcool, as benzodiazepinas poderão ter o seu efeito acentuado, sendo que esta combinação pode provocar uma overdose. No entanto, as benzodiazepinas quando consumidas de forma isolada possuem uma toxicidade muito baixa e, consequentemente, uma grande margem de segurança, o que reduz o risco de morte. De facto, as tentativas de suicído com benzodiazepinas não costumam ser bem sucedidas, excepto quando são combinadas com outras substâncias como o álcool.

Não é aconselhado o uso destas substâncias durante a gravidez e a lactação.

Tolerância e Dependência

Existe tolerância às benzodiazepinas mas esta não é muito acentuada. Quando consumidas durante vários meses, esta tolerância aumenta, provocando dependência física e psicológica.

Síndrome de Abstinência

Para não ser perigosa, a interrupção do consumo deve ser efectuada gradualmente. A síndrome de abstinência varia consoante a duração da acção das benzodiazepinas e pode manifestar-se pelo aumento da ansiedade, insónia, irritabilidade, náuseas, dor de cabeça, tensão muscular, tremores, palpitações ou disforia.

Em casos mais graves podem ocorrer convulsões, quadros confusos, despersonalização, diminuição do limiar de percepção dos estímulos sensoriais, psicose, etc.

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